Nove meses depois…

La se vão nove meses desde o ultimo post desse blog. Tempo suficiente para conceber uma vida – o que não aconteceu, so para deixar claro.

Fim de ano obriga, voltei para fazer um balanço desse 2017. Nunca gostei de ano impar e não me perguntem o por que dessa birra. Fato é que tentando puxar um pouco na memoria muitas coisas ruins da minha vida aconteceram em anos impares. Como a minha reprovação na escola (repeti o primeiro ano) em 2001, um término que mexeu demais comigo em 2007, varias situações pessoais instaveis em 2011 e por ai vai. Engraçado que a primeira memoria estranha que tenho com ano impar é de 1993, quando eu tinha cinco anos e durante meses perguntei para a minha mãe se o ano ja tinha acabado.

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Momentos de maio III

  • 21 de maio: mêsversario e jardinagem
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Tentativa number two

Dia 11 de cada mês comemoramos o mêsversario do dia em que nos conhecemos, 11 de abril de 2011. Dia 21 é a vez do de casamento, que foi dia 21 de setembro de 2013. Comemorar é modo de falar, né? Eu sempre lembro, e pra mim ja basta. Então nesse domingo, depois do beijinho de mêsversario, fui com o G. numa loja de jardins e acabamos comprando dois pés de tomate e um pé de manjericão. Vejamos se esse ano a minha mão esta mais verde do que no ano passado, quando comprei um pezinho de manjericão, um de menta e um de cebolinha. Os três apodreceram por falta de sol. Estou confiante. Ponto negativo para o cheirinho de cocô de vaca que ficou na minha mão depois da plantação.

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Momentos de maio II

  • 06 de maio: o reencontro

Uma das melhores amizades que a França me trouxe foi a Lili, essa franco-mexicana que tem muito mais do México do que da França na alma. A conheci ainda em 2010, apenas seis meses apos a minha chegada, através de um ex-paquera, e foi amor à primeira vista (por ela, não pelo paquera). Perdi contato com o ex-paquera, mas ele cumpriu sua missão na terra nos apresentando. Infelizmente ela não mora mais na minha cidade. E’ dessas que passa meses sem dar noticias, mas sempre que passa pela região da um alô para sairmos juntas. Com o namorado, Nonô, me apresentaram o Fred, que também se tornou um otimo amigo meu e do Guillaume. Agora fazemos programas mesmo quando eles não estão na cidade. Nesse sabado nos reunimos com a irmã de Nonô e o marido, que também é brasileiro, para um brunch na casa deles, que fica numa cidadezinha do ladinho daqui de Clermont, Chamalières. O previsto era irmos dançar na sexta-feira, mas Lili e Nonô chegaram muito tarde e, depois de 5 horas de estrada e alguns engarrafamentos, estavam muito cansados. Deixamos a noite festiva para a proxima. 🙂

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Momentos de maio I

Esse post ficou imenso ja sem as fotos, então decidi dividi-lo em três partes para facilitar a leitura.

Na adolescência lembro de ter varias vezes ouvido a minha mãe dizer « não sei como essa menina consegue fazer tantos amigos ». Coisa de adolescente sociavel, né? Hoje, adulta parcialmente anti-social, me considero uma pessoa de poucos amigos. Acho que depois de tantos anos vivendo aqui aprendi um pouco com os franceses a não dar confiança para todo mundo. Não estou de jeito nenhum dizendo que isso é uma coisa boa, apenas que de uns tempos para ca tem sido assim para mim. Como muitos dos amigos que fiz aqui foram embora, chegou uma época em que desisti de me importar, para evitar ansiedade e sofrimento mais tarde. Que bobagem, né?

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