Não se torne aquilo que te feriu

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Andei lendo esses dias um texto na internet sobre o que queremos ser. Essa é uma questão que nos acompanha basicamente ao longo de toda a nossa existência. O que você quer ser quando crescer? O que quer da vida depois da formatura? Você quer ser mãe (na maioria das vezes a pergunta ja é que tipo de mãe você quer ser, ja assumindo que você quer ser mãe)? Querer ser varias coisas ao mesmo tempo não é legitimo. Confunde. Então nesse texto que eu li, a moça dizia que, profissionalmente, ela sempre soube mais o que não queria ser.

Essa ideia não me é nova. Diria até que sou bem familiarizada com ela. Não sei se porque faço parte da geração Y, sempre soube mais o que não queria ser do que o que eu realmente queria. Profissionalmente falando. Pessoalmente falando, é a moral de cada pessoa que dita o que ela é. Queremos sempre ser pessoas melhores, mas o nosso melhor é definido pelos parâmetros que temos, e esses parâmetros são regidos pelas nossas referências pessoais. De ética, de comportamento, de moral mesmo.  Sempre podemos ser uma versão melhor de nos mesmos. O caminho se torna mais dificil quando desejamos ser outra pessoa, aquilo que não somos. Não é mais questão de melhorar, e sim de se tornar outra pessoa.

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Ta todo mundo ansioso

A ansiedade, no meu circulo de amizades ou de consumo de conteudo na internet, é globalmente um assunto pouco abordado. Também não é o meu assunto de predileção. Acontece que como estou passando por uma crise quase sem precedentes, estou mais interessada em procurar soluções. Nem por isso consumo conteudos de blogs ou videos exclusivamente sobre o assunto. Falo aqui de mim porque escrever sobre isso me ajuda a relativizar, mas não sei se seria uma boa ideia ler quem esta passando pela mesma situação neste exato momento. Pelo contrario, procuro acompanhar blogs que podem me ajudar a superar essa crise e vem daih o meu interesse perene por blogs e canais de minimalismo e organização.

Mas a ansiedade é mesmo um assunto da atualidade. Depois que comecei a escrever sobre isso, três pessoas que sigo nas redes abordaram o assunto de forma praticamente simultânea. Sendo uma de um pais diferente, que não poderia ter sido influenciada.

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Por que procrastino?

procrastinate

Em tempo, se alguém tiver a resposta a essa pergunta, favor deixar nos comentarios (mesmo que você leia esse post em 2025).

Desde que me entendo por gente sou procrastinadora. Dessas de revisar a matéria toda de véspera, o que inclusive so me desserviu porque quem decora não aprende. Dessas de lavar os cabelos à 1h da manhã mesmo tendo podido fazê-lo às 18, às 19h, às 20h… enfim. Vocês entenderam.

Lembro do dia em que conheci o principio do Bullet Journal. Achei lindo, no dia mesmo procurei um caderno para comprar e começar o meu, li textos, assisti videos. Você começou? Talvez sim, mas eu certamente não. O caderno ainda esta em branco e la se vão seis meses da minha descoberta. O melhor é que no comentario que deixei no video que me apresentou o bullet journal eu marquei outro amigo, também muito procrastinador, dizendo « nossa, se eu ja procrastino com agendas normais e nunca uso uma por mais de um mês, imagina que loucura eu fazer a minha propria agenda??? » Pois é.

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Um terço de 2017

Acredito que eu esteja vivendo o que toda pessoa desorganizada ja viveu um dia na vida: a extrema necessidade de organização. Essa necessidade pode chegar por varias razões: uma mudança de rotina, a chegada de um novo membro na familia, excesso de trabalho, etc. Na minha vida a necessidade de organização sempre foi ciclica e sempre dependeu muito do meu estado de espirito.

E’ bem simples: se as coisas à minha volta estão uma bagunça, a minha cabeça também fica uma bagunça. Se (e quando) estão bem, também fico bem. Acontece de eu estar bem e não ligar para a bagunça ao redor, mas é cada vez mais raro. Via de regra, a vida desorganizada me traz ansiedade e, somente quando a ansiedade ja esta a todo vapor, é que eu paro para me organizar globalmente. Nem preciso dizer quanto tempo esse modo de vida me custa, né?

Nesses primeiros meses de 2017 eu literalmente deixei a vida me levar. No final do ano passado eu e meu marido decidimos comprar uma casa e as nossas atividades nos meses seguintes foram ritmadas por reuniões no banco, no cartorio, e com os antigos proprietarios. O processo todo foi muito demorado – mais de três meses – e adicionou uma pitada de estresse desnecessaria às nossas vidas. Fato é que começamos a compra em outubro e no final de janeiro ainda não sabiamos a data da nossa mudança. Junte-se a isto a viagem que fariamos ao Brasil com os meus sogros no final de fevereiro, o meu trabalho, e sem uma organização rigorosa a minha vida virou um caos.

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O valor das pessoas

Eu não faço terapia. Nunca fiz. Não digo isso como uma vantagem e por muitas vezes pensei sim que terapia poderia me ajudar a superar certas coisas. E ainda penso. Porém, por enquanto, as aulas de pilates são mais importantes porque fazem bem para o corpo e para a alma. Prioridades.

Costumo dizer que as pessoas so tem o valor que damos a elas. Não sei bem de onde tirei isso, mas certamente não inventei nada. Fato é que me deparo com situações em que apenas essa frase me salva. Que sejam os perrengues de grupo de familia no whatsapp, ou quando penso no mal que algumas pessoas me fazem. Não porque elas tenham a intenção de me fazer algum mal. As vezes elas apenas não me dão a importância que dou a elas. E isso não deveria ser um problema.

São coisas bobas, pequenas, que outras pessoas esquecem. Em mim fica gravado, me impedindo às vezes de dormir. Como a vida não pode parar porque eu estou/sou ansiosa, cabe a mim simplesmente evitar o que me faz mal. Pode parecer mais uma fuga do que enfrentamento do problema, mas para a minha saude mental essa atitude foi crucial.let-this-shit-go

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Em busca de equilibrio

Pensei em muitas formas de começar esse texto e me deparei com uma folha virgem muito mais tempo do que imaginava que seria capaz. A verdade é que o titulo deste post define bem o meu estado de espirito atual e ha bastante tempo.

Nesses ultimos tempos eu derivei bastante nas plataformas dos varios blogs que ja criei. Recentemente, regrupei mais ou menos todos os blogs que eu ja tive no meu Across my head, linkado aqui na minha blogroll. Digo mais ou menos porque comecei a escrever e a publicar no final dos anos 90, começo dos anos 2000 e o registro mais antigo que tenho data de 2006, se não me engano. Sem contar as vezes em que tive blogs paralelos, como um blog que alimentei no WordPress em 2007 unicamente para extravasar a dor do término de um namoro. O que foi uma experiência bem louca porque eu escrevia para mim, mas como o blog era publico, varias pessoas chegaram até ele procurando a tematica em motores de busca e deixavam comentarios maravilhosos, que me ajudaram lindamente a passar por essa fase.

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