Momentos de maio II

  • 06 de maio: o reencontro

Uma das melhores amizades que a França me trouxe foi a Lili, essa franco-mexicana que tem muito mais do México do que da França na alma. A conheci ainda em 2010, apenas seis meses apos a minha chegada, através de um ex-paquera, e foi amor à primeira vista (por ela, não pelo paquera). Perdi contato com o ex-paquera, mas ele cumpriu sua missão na terra nos apresentando. Infelizmente ela não mora mais na minha cidade. E’ dessas que passa meses sem dar noticias, mas sempre que passa pela região da um alô para sairmos juntas. Com o namorado, Nonô, me apresentaram o Fred, que também se tornou um otimo amigo meu e do Guillaume. Agora fazemos programas mesmo quando eles não estão na cidade. Nesse sabado nos reunimos com a irmã de Nonô e o marido, que também é brasileiro, para um brunch na casa deles, que fica numa cidadezinha do ladinho daqui de Clermont, Chamalières. O previsto era irmos dançar na sexta-feira, mas Lili e Nonô chegaram muito tarde e, depois de 5 horas de estrada e alguns engarrafamentos, estavam muito cansados. Deixamos a noite festiva para a proxima. 🙂

  • 13 de maio: allez les jaunes-et-bleus
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Perdemos 😦

Nesse dia a yellow army, torcedores do time de rugby da nossa cidade, o ASM, foi em peso para a praça de Jaude, no centro de Clermont-Ferrand, assistir a final do copa de mundo de rugby. O ASM ja esteve em 13 finais de copas do mundo de rugby e venceu apenas uma delas, em 2010, e eu tive o privilégio de presenciar esse momento. Quando o ASM joga, independente do resultado, Clermont-Ferrand vive uma das suas mais bonitas festas, a praça fica estonteantement lotada a ponto de, como em 2010, os medidores sismicos da cidade apontarem um movimento atipico. Lembrando que Clermont-Ferrand é situada no Massivo Central da França, ao lado de uma cadeia de mais de 100 pequenos vulcões que, diz a lenda, podem voltar à atividade a qualquer momento. Atividade sismica por aqui é assunto levado muito a sério. Então fomos nos, com alguns amigos, assistir o jogo, que terminou em derrota mas que também terminou em festa. Começamos às 16h e so voltamos para casa às 2h da manhã. Não posso imaginar como teria sido se tivessemos ganhado o jogo. 😀

  • 20 de maio: festa brasileira com sambistas da Portela
Gui e os brasileiros

Quando cheguei na França, os meus primeiros amigos foram brasileiros. Depois de umas tretas, decidi me afastar de umas pessoas que não estavam me fazendo bem. O afastamento fez bem para a alma e para o francês, que também evoluiu mais rapido ja que eu não ficava falando português o tempo inteiro. Fato é que desde que me afastei dessas pessoas passei a ter um preconceito bobo com as festas brasileiras daqui. Primeiro que o pessoal aqui é fã de batucada. Eu acho bonito, mas a não ser que seja o proprio Olodum, não vejo muita graça em escutar batucada horas a fio. O francês ama. Segundo porque com a batucada vem outro cliché dos brasileiros, que é mulher rebolando de biquini fazendo a alegria de marmanjo. Não vou mentir que isso me incomoda. E terceiro que tudo custa MUITO caro nessas festas. Rola um aproveitamento da nostalgia alheia que simplesmente me aflige, tipo pagar 0,50€ pour UM brigadeiro simplinho mesmo, não é nem brigadeiro gourmet não. Ou pagar 4€ pour três pães de queijo congelados (eles estavam assados, mas a massa era vendida congelada). Tudo bem, vocês devem estar se perguntando « mas Natalia, foi positivo ou negativo? » e eu vos respondo que foi positivo sim porque tive varias surpresas agradaveis. A primeira era que a participação da Portela era com roda de samba (eu pensava que seria a bateria) e isso foi muuuito legal. Convidamos outro amigo querido, o Mario, para ir conosco. Ele gostou tanto que quis ficar quando fomos embora, às 23h. Comi uma feijoadinha insossa, tomei um gole de caipirinha so para provar mesmo e dancei uns sambinhas de raiz.

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2 comentários sobre “Momentos de maio II

  1. Hahahaaa, morri com a descrição das festinhas brasileiras, rsrs!! Aqui onde moro também é assim, mas tem festas e Festas. Uma pra alta sociedade de brasileiros esnobes e outra pras fias de biquini rebolativas, rsrs. Eu sou uma outsider 😄

    Curtido por 1 pessoa

    • Hehe complicado mesmo. Aqui ainda não fui convidada/tive acesso às festas da alta sociedade. O que é bem logico, por sinal. 🙂 Obrigada pelo comentario!

      Curtido por 1 pessoa

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