Momentos de maio I

Esse post ficou imenso ja sem as fotos, então decidi dividi-lo em três partes para facilitar a leitura.

Na adolescência lembro de ter varias vezes ouvido a minha mãe dizer « não sei como essa menina consegue fazer tantos amigos ». Coisa de adolescente sociavel, né? Hoje, adulta parcialmente anti-social, me considero uma pessoa de poucos amigos. Acho que depois de tantos anos vivendo aqui aprendi um pouco com os franceses a não dar confiança para todo mundo. Não estou de jeito nenhum dizendo que isso é uma coisa boa, apenas que de uns tempos para ca tem sido assim para mim. Como muitos dos amigos que fiz aqui foram embora, chegou uma época em que desisti de me importar, para evitar ansiedade e sofrimento mais tarde. Que bobagem, né?

Durante esse processo, me vi muitas vezes reclamando que não tenho amigos meus de verdade, que as pessoas não se importam comigo mais do que me importo com elas (o que é coerente) e, finalmente, cheguei à conclusão de que somente eu poderia mudar essa situação. Ja em 2016 me prometi ser mais proxima de pessoas que amo mas a quem não demonstro regularmente. Os primeiros foram os amigos do Brasil. Acho que foi uma missão de sucesso porque, apesar de eu não falar com alguns todos os dias, não perco uma oportunidade para dizer que os amo e os notei bem mais proximos quando os visitei pela ultima vez.

Esse ano resolvi dar uma chance aos amigos daqui. Fiz um inventario das pessoas que são importantes para mim e passei a cultivar o amor delas com ações simples, como dizer que me conforta saber que as tenho por perto. Simples, mas eficaz. Nos ultimos meses convidei e fui mais convidada do que nos ultimos anos, pois é dando que se recebe. E eu não estava mesmo dando muito amor. Não por não sentir, claro, mas às vezes a correria da vida acaba nos afastando até das pessoas fisicamente proximas.

Para não perder esses acontecimentos de vista e banir de vez essa impressão de que eu não cultivo as minhas amizades, resolvi criar uma sessão momentos, em que cada mês vou escrevendo acontecimentos que me marcaram com amigos e, quando possivel, postando fotos para eternizar a alegria que foi dividir com eles esses momentos.

  • 03 de maio: despedida do Clément, um colega que virou amigo no trabalhoIMG_1250

Essa foi uma despedida organizada de véspera mas que teve muitas adesões. Foi cansativo, foi desafiador ir dormir à 2h da manhã de uma quarta-feira, mas felicidade de amigo não tem preço. Se sentir amado também não, e foi por isso que eu, com outros colegas do laboratorio, fizemos tudo em cima da hora e correndo. Digamos que foi um sucesso, nos divertimos bastante e ele ficou felizão. 🙂 Clément é dessas pessoas que o mundo não vai conseguir brutalizar. Acho que é uma das pessoas de melhor coração que eu ja conheci. E na foto acima estão muitas outras delas. Quando estou triste e me forço a pensar em coisas boas, uma das que mais me vem em mente é o quanto estou cercada de boas pessoas. Um dia ou outro elas talvez saiam da minha vida, como Clément vai provavelmente sair agora que mudou de cidade e que vamos nos ver bem pouco, mas levarei para sempre comigo os momentos e apredizados que vivemos juntos, as dores compartilhadas, os risos bobos, os risos frenéticos, os mal entendidos e as piadas internas que fizemos nesses dois anos de convivência. Por isso, mesmo que nos afastemos agora, ele é um dos amigos que eu sei que vou levar para a vida.

 

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