Perks of being me: versão meu cérebro não funciona de manhã

A cidade onde moro, Clermont-Ferrand, tem dois Centros Hospitalares Universitários (CHUs): o primeiro pertinho da minha casa, uns cinco minutos a pé ; e o segundo a mais ou menos uns 20 ou 30 minutos de transporte urbano.

Pois bem. Hoje, ao acordar, olhei a minha agenda e vi que tinha uma reunião marcada às 9h no hospital que fica mais longe da minha casa. Tudo tranquilo, tudo favorável, porque ainda era 7h30 e eu teria tempo de sobra para me preparar e chegar a tempo de cumprimentar as pessoas e tomar um chazinho. Dei um jeito de sair 10 para as 9 e às 9 em ponto estava no bondinho. Sabendo que ele para um pouco longe e tendo a possibilidade fazer uma baldeação e pegar um ônibus que para na frente, resolvi optar pela segunda opçao. Tudo tranquilo. E a tranquilidade acaba aqui mesmo.

Vendo que o ônibus ainda demoraria 9 minutos, decidi telefonar para uma colega, ja considerando um leve atraso ou uma chegada em cima da hora. Recapitulemos: aqui era 9h10. As 9h19 eu pegaria o ônibus, que levaria mais uns 10 minutos para chegar ao hospital.

A colega, ja sabendo que eu estava ligando por conta da reunião, perguntou se eu queria que fôssemos juntas. Eu achei essa pergunta por demais estranha nem sei porque e resolvi checar que eu estava indo para o hospital certo.

E NAO ESTAVA.

Dei meia volta correndo e por sorte tinha outro bonde indo para a direção oposta à que eu estava indo, voltando para o meu ponto de partida: a minha casa, que fica ao lado do primeiro hospital… Entrei, às 9h12, dizendo “ufa, vencerei”. Mas como se trata desta que vos escreve, claro que comemorei cedo demais e no segundo ponto o bonde parou, uma voz disse “incidente técnico, a linha esta parada (tenho a impressão de ter ouvido um ‘beijos’ no fundo, porque… né?)”.

Abre parêntese classe média sofre
Aqui, quando tem incidente técnico, a voz que diz “tivemos um incidente técnico” é o máximo de contato e de informação que você vai ter da companhia de transportes, mesmo o bonde tendo um condutor. Parisienses (ou cariocas ou paulistas ou teresinenses) dirão que estou reclamando de barriga cheia e eu também acho, mas como nunca pego bonde e sempre faço tudo a pé (luxo, poder e sedução) fico nessas de me achar toda cheia dos direito. Fico achando que a voz poderia me dizer do que se trata e se o restabelecimento do trafego vai demorar 5 minutos ou 5 horas. O que acontece bastante, e que eu tinha acabado de ler na pagina de comentários do facebook da empresa quando estava indo para o lado errado (don’t ask, procurar bad vibes da nisso), é que a voz diz “incidente técnico”, o povo desce e o bonde volta a circular antes que eles tenham dobrado a esquina.
Fecha parêntese classe média sofre

Voltando ao assunto, olhei para o relogio e ele estava marcando 9h15. Fiz um calculo mental e decidi que em 15 minutos, com um pouco de sorte e sangue no olho, daria tempo eu chegar indo a pé. Mas foi sem contar com:

1) O vento. Sim, the fucking devil wind, que ta demais nesse pais nesses ultimos dias por motivos de tempestade. Ventos de 90km/h. Eventos foram cancelados esses dias por conta de vento. Um ônibus virou por conta de vento. So a titulo de comparação ; e

2) Ladeiras. Para chegar ao hospital 1 saindo de onde o bonde parou é preciso passar na frente da minha casa, o local que eu deixei às 9h para me dirigir ao hospital errado. E a minha casa fica no metade dessa rua aqui:

20160210_101823[1]

Como essa historia ta sem graça, vamos misturar os dois e vento de uns 70 km/h (vou dar um desconto nos 90 km/h porque onde eu estava tinha prédios) ladeira abaixo e Natalia ladeira acima… e considerando que sem subida ele ja estava me impedindo de caminhar, na ladeira ele me empurrou pra baixo. Vamos colocar na equação também que no caminho tinha construção e brita. Você acha que vento que derruba ônibus vai te poupar de brita? NAO VAI. Pois suba a sua ladeira, contra o vento, com brita na cara e chegue a tempo na sua reunião, apos quase ter sido jogada para baixo de um carro tentando atravessar a rua. Inimigos dirão que estou exagerando. Eu direi que tô te esperando aqui em tempos de tempestade, amiguim. Meu medo era ser atingida por uma placa, porque estavam todas balançando loucamente bem in my face.

As 9h30 eu estava na frente do elevador do hospital, mega descabelada (so não ainda mais porque antes de sair vi que estava ventando e decidi prender os cabelos). E, claro, como eu não tenho mascara à prova d’agua (até tenho, mas não é boa) e que vento me faz chorar e escorrer o nariz, a maquiagem chegou bem bela. E esta é a razão de todo francês que se preze olhar as condições meteorológicas antes de sair de casa, costume esse que (acho eu) teresinense nenhum tem.

Resumao: para este trajeto o google me mostra 2 km de distancia e 26 minutos de caminhada. Fiz em 15. Quando não estava parada por conta do vento, estava correndo. Exceto na ladeira, quando pensei que fosse desfalecer. Mas perseverei e so deu uma tontura e vontade de vomitar depois. Nem caimbra eu tive, oh que vitoria! A secretaria que enviou o convite pela agenda da trabalho, coitada, ficou super mal quando contei essa saga, achando que ela tinha esquecido de colocar em qual hospital era. Sabe de nada, inocente… chegando na minha sala fui olhar e tava la em letras garrafais “CHU GABRIEL MONTPIED (vulgo meu vizinho)”.

20160208143436

Saindo do trabalho meio dia para ir almoçar em casa, o vento tinha se acalmado mas seguia empurrando/retendo as pessoas na rua, mas nada de muito extraordinário. Tava sol e tinha arco-iris. Voltando para o trabalho à tarde tava vento horroroso, chuva, sol e se duvidar chove granizo daqui pra de noite.

E esse foi mais um perks of being me mas que não é muito fiel à realidade e poderia ter sido bem pior porque eu nunca saio cedo de casa pra nada. Mas hoje um anjinho me soprou no ouvido “vai cedo que vai dar merda” e eu obedeci.

Um funeral francês

Poxa, vocês devem estar se dizendo, este blog ta numa vibe bad que da doh. Aih para as pessoas que dizem que você pode escolher entre ficar numa bad e numa nice eu digo pra você falar com a minha mão. Eu não sei como foi o mês de novembro de vocês, mas por aqui ele esta se tornando novembro feat agosto de tanta marmelada.

Fato é que após quase seis anos de França, na quarta-feira passada eu assisti a um funeral. Não que alguém goste de funeral, mas é de longe uma das coisas às quais eu mais tenho aversão nessa vida. A outra é larva. Incompreensível na minha cabeça como pescador consegue pegar nisso. Deve bem ser porque ele precisa disso para viver? Provavelmente, porque por outra razão eu não chego nem perto.

Voltando ao assunto “fui a um funeral francês” é aquela coisa.. achei chique, todo mundo chora baixinho, ninguém quer tocar no falecido e a cerimônia foi logo antes da cremação, o que implica ausência de enterro,  que pra mim é apenas a pior parte da cerimônia.

Uma coisa que eu sempre achei estranho aqui na Europa é que os enterros, cremações acontecem vários dias depois da morte da pessoa e podem levar até meses. Enquanto isso o corpo aguarda numa câmara frigorifica. As vezes é porque uma autopsia precisa ser feita, o que pode levar tempo, às vezes é para esperar familiares chegarem de longe e às vezes é soh pra dar tempo de encontrarem um horário para a cerimônia mesmo. O tio do meu chefe, por exemplo, faleceu dia 13 de novembro e so sera enterrado no dia primeiro de dezembro. Enfim… vocês entenderam.

Acho que é sempre difícil pra todo mundo que vai a funerais presenciar uma dor que você não compartilha. Eu não era próxima da pessoa que faleceu em questão. Ela era a mãe de uma amiga muito querida e eu não a tinha visto uma vez sequer. Elas tiveram uma historia bem conturbada e nunca viveram em bons termos. Antes de se suicidar ela deixou uma carta para a filha (única) dizendo o que tinha que ser feito e as dividas que ela tinha deixado de herança. Pelo pouco que a minha amiga falava da mãe dava pra perceber que ela sofria de problemas psiquiátricos gravíssimos e essa amiga sempre nos falava dela como uma pessoa extremamente solitária.

O que me admirou quando eu vi a quantidade de pessoas no funeral. Não pude me impedir de pensar e me perguntar onde estavam essas pessoas quando ela enviou um pedido de socorro qualquer que ninguém viu? E no segundo seguinte me dei conta de que eu também não estou atenta ao que acontece à minha volta, aos meus amigos que não estão bem mas que estão tentando passar uma imagem saudável todos os dias. Como eu poderia julgar essas pessoas? O que eu sei da dor delas? Absolutamente nada. Elas podem estar se sentindo extremamente culpadas. Eu, no lugar delas, estaria.

Seguindo com a cerimônia, o cerimoniasta começa a chamar as pessoas para falar, dizer as ultimas palavras, com um fundo musical de partir o coração da pessoa mais coração gelado. E vem o namorado da mulher com uma carta, uma linda carta, que pelo que eu pude perceber estava cheia de revelações, mas que infelizmente chegou tarde demais. Ele dizia na carta que ela tinha pedido que ele fizesse uma carta pra ela. E ele so a escreveu depois que ela tomou coragem para fazer o ato mais desesperado da vida dela. O ultimo.

Por mais que eu tente, não posso me colocar no lugar dessa amiga. Se a minha mãe falecer hoje ou amanha eu vou ficar arrasada, sem chão, mas eu pelo menos tenho a certeza de ter vivido os melhores momentos da minha vida ao lado dela. Ela me da amor, ela é soh amor pra mim. Eu não consigo imaginar o dia em que eu vou perder a pessoa que eu sei que é a minha mãe, mas que nunca representou esse papel. Que, ao contrario, sempre foi o oposto do que uma mãe/pai deve ser para um filho. Eu soh posso dar força e ombro pra essa amiga. E esperar que esse momento não se transforme num demônio, que é o que eu sei que ela mais teme.

Um post polemicão

Ou sobre como estou ha dias hesitando a escrever este post por razões que não posso entender, muito menos explicar.

O ano de 2015 começou de uma forma estranha e os acontecimentos do 13 de novembro estão aih pra mostrar que ele vai terminar estranho e que os que ainda estão por vir serão bem dificeis. Muitas vezes eu quis escrever sobre esses acontecimentos, mas de que legitimidade me valho para escrever sobre um problema pelo qual tantas pessoas sofrem mais do que eu, sejam elas ocidentais ou orientais? Por essa razão eu preferi ler, buscar informações e destruir todo e qualquer preconceito que eu tenha tido e que ainda perdure, coisa que não é facil.

Lembro que logo depois dos atentados de 7, 8 e 9 de janeiro aqui na França eu fiquei muito triste. Como ja tinha ficado triste outras vezes com outras tragédias no Brasil, como quando das enchentes que matam todos os anos pessoas da minha cidade, ou como quando uma barragem rompeu no meu estado. Ou quando acontece uma chacina em que pessoas nas mãos das quais colocamos armas para que elas tenham meios de nos defender as usam para nos matar. Vivo pensando que esta faltando amor no mundo, amor nas pessoas, amor nos nossos atos cotidianos e a cabeça ferve em busca de soluções mais imediatas para mostrar às pessoas que estão ao meu alcance que nada esta perdido, que nos ainda podemos nos salvar.

Eu fiz um post logo depois desses atentados no meu antigo blog pra deixar marcado o quanto eu fiquei triste naquele dia. Não porque um dia eu possa esquecer, mas pra deixar la registrado que o ano mal tinha começado, a gente ainda estava no começo da lista de resoluções e ja tinha que colocar la “parar de fazer resoluções bobas e começar a tentar salvar os moveis (expressão francesa) porque o nosso tempo não esta pra brincadeira não”. Claro que eu não fui a unica, claro que a minha dor é nada diante das dores cotidianas de outras pessoas. Aih teve um comentario, so um e aquele que me mostra o por que de eu ter hesitado tanto em escrever algo. Que dizia: o mundo realmente esta precisando de mais amor, mas também esta precisando de mais respeito com as escolhas alheias, opiniões, religiões (ui, palavrão).

O que aconteceu nessas ultimas semanas no mundo todo me doeu demais. Me doeu pela proximidade, pela violência, pelo descaso. Me doeu por me colocar mais uma vez na cabeça que esse mundo esta mesmo uma bosta e enquanto a gente tiver que respeitar opiniões, escolhas, religiões, ele vai continuar uma bosta porque pra ele ficar melhor a gente so precisa respeitar uns aos outros (e aqui entra bicho, natureza, gente e o que mais você quiser).

O que esta acontecendo no mundo não tem religião. Se essas pessoas não tivessem uma religião elas estariam fazendo exatamente a mesma coisa. Elas so precisam de um ponto de discordância. Vamos eliminar a religião da discussão e colocar cores? O mundo inteiro gosta de todas as cores, mas essas pessoas doentes so gostam de amarelo. Elas vão matar, estuprar, roubar porque elas querem que o amarelo seja a unica cor no mundo e é isso. Talvez seja simplista, mas essa é a minha forma de explicar para as pessoas que acham que o respeito a um profeta ou religião teria evitado Charlie Hebdo. Pois adivinha so: não teria. Cada vez que alguém me fala que fechar as fronteiras é a solução os meus timpanos explodem. Cada bomba derrubada na Siria é um desejo de não (*) aqui (nessa existência). Enquanto existir pobreza no mundo, existira guerra, e não o contrario. Capiche?

E isso aih. Sigamos aqui tentando ecoar esse discurso enquanto tentamos lidar com uma população completamente em pânico e com governos mais ainda. Um dia eles entenderão que estão fazendo absolutamente tudo errado. E esse dia chegara (e sem guilhotina, por favor. Sejamos melhores).

Musiquinhas que fizeram outubro feliz

Eu não lembrava exatamente de onde conhecia essa musica antes de ir procura-la no Youtube para fazer essa lista. Sendo bem sincera, quando eu a ouço a primeira memoria que me vem é a das aulas de Body Balance que eu fazia na academia. Mas quando a ouvi por la pela primeira vez ja a conhecia, e agora sei que essa é musica que encerra os filmes da trilogia Bourne. Inclusive, tenho que ver tudo de novo.

Procurando esse video também aprendi um pouco da historia desta cantiga, que é na verdade uma das musicas da trilha sonora de American Horror Story. Como nunca assisti, não poderia saber. E agora que sei não me deu vontade de começar a assistir a série, mas quem se importa? Esta na minha playlist de outubro e fez meu mês feliz. 🙂

Morrissey, o que dizer? Admito que eu não era louca por Smiths quando da fase adolescentica, apesar de uma influência fortissima dos amigos mais maduros. Porque agora sei que é preciso maturidade para entender e gostar de Smiths e Morrissey e naquela época maturidade musical eu não tinha, apesar de gostar de me gabar de conhecer coisas indies. Achava mega boring, meio old generation. Hoje, vem ca me dar um abraço e me perdoar por isso, Morrissey. Você mora no meu <3. Como eu disse no post ecletico, maturidade é a melhor coisa que a idade pode nos proporcionar.

Grupo musical francês (não fazia a minima), formado em Nice e que esta tomando as paradas de sucesso por aqui com essa musica. Se eu fosse de apostar, apostaria que eles vão fazer um sucessão no proximo verão. Aguardemos. E formado por uma dupla ja experiente nos eletrônico e que esta se lançando no chillwave. Achei o estilo bem parecido com o de Lean On, mas o que importa é que divertiu o meu outubro e eu recomendo. Fikdik.

Ai o alemão. Tem quem ache feio, tem quem associe a nazistas. Eu acho lindo. Adoro gente falando alemão perto de mim e adoraria entender algo. Talvez seja o proximo na minha lista de idiomas a aprender antes de morrer. Fui procurar a tradução da musica antes de colocar aqui e a letra é bem bobinha, mas eu curti a pegada pop e achei a banda estilosa, a começar pelo vocalista.

Top 10 das musicas de motel. Quem nunca ouviu a versão original nos segredos de amor nas radios de madrugada (sou velha), que atire a primeira pedra (ja correndo com medo das pedradas). Eu não sentia as vibes na versão original e a unica versão que eu conhecia era uma em português de um grupo de forro [hahaha]. Então, quando encontrei essa em modo rock balada romântica não resisti e tive que compartilhar. Mas, para não perder o habito de ser eclética (essa lista não ta meio pedante, não?), coloco também a versão do video abaixo:

D E U S A

E, claro, não podia faltar a versão realmente original pra mim. hahaha Divirtam-se, amores!

Olha o outono ai

Foi so eu vir aqui declarar o meu pavor de outono que as pessoas da minha TL no face começaram a postar foftos assim:

Admito, com esse céu o outono é bonito SIM. 🙂

Um meme que faz feliz

Mene roubado do blog da Vanessa, porque eu adoro menes e estava com abstinência. Rs

1- Você tem alguma mania? Qual?
Tenho varias, mas a pior delas é certamente arrancar pelinha da boca. Não importa a temperatura ambiente, umidade ou estação do ano. Estou sempre arrancando pelinha da boca, consequentemente com a boca rasgada. Também não adianta me dizer que é herpes (não é) e que eu vou ter câncer. Me dizem isso ha mais de dez anos e ainda não resolveu meu problema. :/

2- Você cumprimenta estranhos na rua?
Depende. Eu gosto de dar bom dia para as pessoas, mas não em qualquer lugar. Por exemplo, não dou bom dia a alguém que cruzou o meu caminho aleatoriamente na rua, mas todo santo dia dou bom dia ao gari da minha rua, aos operarios do saneamento basico e quando entro na universidade dou bom dia para todo mundo que trabalha la. O extremo é quando chego no meu escritorio que vou dar beijinho no rosto da equipe inteira e desejar bom dia. 20 pessoas. ❤ Me matem!

3- Quem faz os serviços domésticos na sua casa?
Eu e o C. Eu mais no front faxina e passar roupas e ele na cozinha e supermercado. Esse ano assumi a cozinha porque é o ano da prova de residência dele e eu tenho mais tempo livre que ele, mas mesmo assim ele cozinha mais de uma vez por semana e para varios dias. E que antes eu não cozinhava na.da.

4- Você acha que às vezes acaba comprando produtos sem necessidade?
Depende do que é sem necessidade. Eu adoro produtos que facilitam a vida, mas nem sempre estou precisando. Compro pra testar e quando vejo que facilita a vida, adoto. Varias pessoas criticaram o machismo da propaganda da Veja em que umas mulheres ficam moitolokas porque um produto limpa mais do que soda caustica (exagero heh). Pois essa sou eu (mas concordo com as criticas ao esterotipo mulher na cozinha/faxina numa propaganda).

5- Você fuma?
Não. Não tenho saude pulmonar suficiente para isso. E se tivesse certamente não teria dinheiro também. 7 euros o maço de cigarro por aqui. Também não sinto vontade.

6- Quantas pessoas moram na mesma casa que você?
Eu e C. e levando em conta a bagunça ja ta de bom tamanho.

7- Você tem medo de envelhecer?
Não necessariamente. Eu tenho medo de não ter qualidade de vida e de isso me adoecer.

8- Você usa maquiagem vencida?
Não sei pois não tem data de validade em todas as embalagens das minhas maquiagens. Riiiisos.

9- Qual a sua prioridade na vida?
Ter tempo para eu fazer o que quiser, inclusive nada.

10- Você joga lixo na rua?
Não, e acho uo. Inclusive quando vejo que alguém jogou faço questão de ir apanhar e fazer cara feia. Alocka.

11- Você está lendo algum livro? Qual?
Estou lendo Conversando com os Espiritos e Watchmen (que não é livro mas é leitura).

12- Com que frequência você faz as unhas?
Não tem frequencia. Faço quando estou entediada e quero me sentir bonita. Se tiver algo de melhor para fazer vou sair de casa com as unhas feias.

13- Você usa hidratante para o rosto? Qual?
Sim, um para o dia, Effaclar Duo, e dois alternados para a noite, Matidiane ou Hydraphase Intense. Sofro de acne e pele muito oleosa desde sempre e sou dependente de cosméticos para controlar a oleosidade, ja que parei de tomar a pilula que era o que controlava. :/

14- Quais os itens de maquiagem que você usa no dia a dia?
Aqui é igual à manicure. So uso quando estou querendo dar aquele tchan no visu. Não passo todo dia, mas quando passo, uso base (para dar uma uniformizada e tentar esconder a miseria da acne), um blush levinho e mascara para os cilios. Se estou num dia muito inspirado passo também uma sombra metalica clarinha, que logo fundir-se-a com a oleosidade abundante das minhas palpebras.

15- Qual câmera você usa?
A do tablet ou do celular. Tenho uma Canon semi profissional e C. tem uma Nikon manual, mas a gente so usa quando viaja.

16- Qual seu cheiro agora?
Chloé, meu cheirinho preferido.

17- Você acha que os produtos caros são sempre os melhores?
Nem sempre. Depende dos produtos. Cosméticos, por exemplo, sempre compro em farmacia e adaptado à minha pele, então uso muito Avène, La Roche Posay, que também podem ser considerados caros e etc. Mas o que eu quero dizer é que não compro coisas da Dior, da MAC so batom, porque as grandes marcas não tem como publico alvo gente da pele horrorosa que nem a minha. Nisso, vou economizando. No quesito roupa compro o que me da vontade e ultimamente tenho observado onde as peças são produzidas. Infelizmente encontrar algo que foi inteiramente produzido na França atualmente é tarefa ardua e, se você não estiver disposta a gastar os tubos, eu diria mesmo impossivel.

18- Ao sair de um supermercado você percebe que o caixa lhe deu R$ 50 a mais no troco. Você volta e devolve o dinheiro?
Sim.

19- No ônibus ou em fila de banco, você dá lugar para os idosos?
Sim. Não sei a idade das pessoas e aqui não tem muito essa de preferência, mas parto do pressuposto de que a pessoa é mais velha do que eu, deve estar mais cansada e precisando mais do assento. Não chego a oferecer, quando um idoso entra eu levanto. Se ele quiser, senta. De vez em quando uns me dizem para não levantar ou para sentar de volta, ai eu obedeço.

20- Você é uma pessoa sociável?
Não e isso so piora. Fui uma criança e adolescente insuportavel. Falava pelos cotovelos (e ainda falo), e isso com absolutamente todo mundo. Fui ficando mais introspectiva no final do meu curso de jornalismo, quando foi me dando uma preguiça de socializar. Depois que moro aqui na França conto nos dedos as vezes em que eu tive a iniciativa de ir falar com alguém.

21- Seu celular está sempre com créditos?
Questão valida se ainda fosse universitaria. Aqui tenho plano, então sim.

22- Caso fosse fazer uma cirurgia plástica, o que você mudaria?
Ultimamente tenho desejado ter mais peitos pelo simples fato de não existir sutiã que me sirva nesse pais. Meu tamanho é 80B e aqui a modelagem de adulto começa com 85. Ou seja, sempre volto do Brasil com varias lingeries e quando é o C. que me da de presente, fica sempre bebendo agua, o que é uma pena, porque ele tem bom gosto. Eu não me dou mais nem ao trabalho de comprar. Tenho que procurar nas araras de crianças. Oi, sutiã do ursinho Pooh? Não, obrigada.

23- Sua melhor amiga está sendo traída pelo marido ou namorado. Você contaria caso você soubesse?
Muito complicado. Acho que antes eu daria uma pressão no boy (solinda/) e depois daria umas indiretas nela, pra ela ficar de olho aberto porque tem um negocio errado ai. Se não desse em nada eu não sei se seria capaz de armar pra cima do gato. Acho que contaria ou tiraria uma foto, sei la. E o tipo de coisa que a gente so sabe a reação quando vive na pele, né?

24- Você comete algum dos pecados capitais? Qual?
Nossa. Gula, preguiça foram os primeiros que me vieram à mente.

25- Você é feliz?
Sim.

26- Você é uma pessoa vingativa?
Naturalmente eu diria que não. Mas, como na questão 23, so quem calça o sapato é que sabe onde aperta, né? Ainda não vivi nenhuma situação que me despertou esse desejo, mas não digo que é impossivel um dia acontecer.

27- Já se sentiu evitado por uma ou mais pessoas em algum momento da vida?
Apenas todos os dias por amigos que seguiram a vida de uma forma diferente da minha. O pro foi que eles continuaram sendo considerados como amigos por mim, enquanto eles me excluiram completamente da vida deles. Não é nem que eles me evitem. Eu simplesmente não existo mais. Tenho dificuldades em let it go. Ja pensei em fazer terapia varias vezes por conta disso. Acabo pedindo sushis e tudo fica ok.

151026_Let this shit go

28- Você acredita que as pessoas mudam?
Acredito que elas podem mudar. Se elas mudam ja é outra coisa.

29- Você gosta de ser visitada com frequência?
Com frequência não e depende por quem. A minha casa não esta sempre arrumada porque eu estou ocupada vivendo nela. Então rola sempre aquela pressão social de correr pra arrumar tudo quando alguém diz que esta vindo. E isso é porque aqui as pessoas dizem que estão vindo. No Brasil o povo chega é de surpresa mesmo. As vezes faz falta, essa espontaneidade. Mas não é sempre.

30- Tem gente que diz que o YouTube é coisa de gente que não tem o que fazer. O que você acha disso?
Talvez seja mesmo. Quase todos os meus passa-tempos são feitos quando eu não tenho o que fazer, porque se tenho, vou fazer e deixar pra olhar videos no Youtube depois, por exemplo. So escrevo no blog quando não tenho o que fazer também. Sabe outra coisa que adoro fazer quando não tenho o que fazer? Nada. Então, até a noção de não ter o que fazer é subjetiva. Ou então às vezes eu estou tão atarefada, que 1h a mais, 1h a menos não vai mudar muita coisa. Aih vou la olhar videos, ler blogs, ver instagram, escrever, ler e depois me jogo nos afazeres. Natalia, procrastinação é o teu segundo nome. O cumulo da minha falta do que fazer/procrastinação vai ser quando eu começar a fazer os meus proprios videos. hahaha

O custo de vida em Clermont-Ferrand

Inspirada por este post do Viver Plenamente Paris resolvi fazer a versão “quanto custa morar em Clermont?”, caso alguém esteja interessado no custo de vida por aqui.

Como a Milena disse no blog dela, e eu concordo em partes, aqui as pessoas ainda não tem o habito de parcelar as suas compras em cartões de crédito. Porém, o que eu tenho visto com mais frequência, são lojas que propõem micro sistemas de crédito (geralmente com juros) para parcelar uma compra. Por exemplo, você quer comprar um Macbook no site da Apple Store e não tem 1200 euros para o pagamento à vista. A loja vai propor o pagamento em 10x, mas o financiamento depende da aprovação do crédito numa empresa de crédito para consumo, e esta sujeito a juros. Ainda é minoria, mas acho que é, infelizmente, uma questão de tempo até as pessoas começarem a se endividar para adquirir o iPhone mais recente no mercado (até porque o negocio custa mais caro do que passagens para ir ao Brasil 😦 ).

O fato é que, assim como ela, eu também não tenho esse costume e isso facilita muito a gestão orçamentaria de uma casa. Vou colocar aqui então os valores que pagamos. São valores referentes à vida em Clermont-Ferrand, uma cidade de 400 mil habitantes no centro da França. Vale ressaltar que eu trabalho so meio expediente, o C. ainda é estudante e ajudado pelos pais e não temos filhos.

1. Moradia e condominio: Como bem explicado no blog da Milena, a maior despesa do francês é com moradia e não é aconselhavel permitir que esse gasto seja superior a 1/3 da renda mensal do casal. Nos pagamos 550€ por um apartamento de 2 quartos, e 80€ de condominio porque o prédio tem elevador, garagem e a faxina é feita por uma empresa terceirizada. Vale lembrar que quando se é estudante você pode pedir uma ajuda de custo à Caisse d’Allocation Familiales (CAF), que pode pagar até a metade do seu aluguel. O problema é que os calculos são feitos tendo como base os salarios do ano n-2, n sendo o ano em exercicio. Nos não temos mais direito a essa ajuda porque o C. trabalhou antes de voltar a estudar e no ano seguinte teve acesso ao seguro-desemprego. Eu também trabalhei no final do meu mestrado e recebi um ano de seguro-desemprego até encontrar o trabalho onde estou agora.

2. Eletricidade: 87€ por mês. Na verdade esse valor é uma estimativa tendo como base o nosso parque de eletrodomésticos e o modo de aquecimento do apartamento. Eles avaliam que o nosso consumo vai ser proximo desse valor e todo mês essa quantia é paga por débito automatico. No final do contrato vigente (junho), eles calculam o consumo real e se tivermos consumido além do previsto, temos que regularizar o pagamento à vista. Se tiver sido inferior eles nos devolvem o dinheiro. No final das contas eles reajustam as parcelas de acordo com a realidade.

Esse ano, por exemplo, tivemos que pagar 230€ a mais e foi depois dessa fatura que eles decidiram aumentar para 87€. Antes acho que pagavamos 80€. Tudo é elétrico no nosso apartamento. Forno, fogão, radiadores de aquecimento e a agua das torneiras e do chuveiro. O apartamento ser bem isolado é uma vantagem porque quando não é a fatura pode ir longe. Ano passado nos moravamos num apartamento que tinha fogão e aquecimento a gas, que geralmente é mais barato, e pagavamos mais de 100€ por mês porque o apartamento era mal isolado e o aquecedor tinha que esquentar muito e por muito tempo.

Então, tudo isso tem que ser levado em conta quando você escolhe a sua moradia. Prédio velho nem sempre é sinônimo de faturas altas, se o apartamento for renovado e bem isolado. O nosso prédio é bem recente, não tem nem dez anos, então tudo ainda esta dentro das normas atuais (acho eu).

3. Transporte: 12€ por mês com tickets de ônibus e 10€ por mês com diesel para o carro (tirando periodo de férias, porque consumimos mais, mas tentamos mutualizar ao maximo com caronas os nossos deslocamentos de carro).

A gente mora a 5 minutos a pé da faculdade do C. (que é onde eu trabalho também) e não temos gastos significativos com transportes em comum. Todo mês eu compro tickets de ônibus e tramway porque de vez em quando não quero ir ao centro a pé e vou de transporte. Nos nunca pegamos o carro para sair durante o dia, e mesmo durante a noite so quando esta chovendo e quando sabemos que um dos dois não vai consumir bebida alcoolica. Ele acaba servindo muito para ir ao supermercado toda semana e para viajarmos pelas proximidades. A região onde moramos é muito linda, tem lagos e estação de esqui bem perto e como temos nossos materiais de esporte, gostamos de preservar essa liberdade automobilistica.

Mas eu não diria que um carro é essencial para morar aqui. A cidade é bem pequena e da pra fazer absolutamente tudo. Para as coisas mais complicadas você sempre pode alugar um. Infelizmente aqui ainda não tem o sistema municipal de aluguel de carros elétricos como em Paris. Mal instalamos o de bicicletas, do qual C. é usuario, by the way, e que so paga se extrapolar os primeiros 30 minutos, que sao gratuitos. Ja eu sou muito muito medrosa para me deslocar de bicicleta em qualquer lugar, além de Clermont ser uma cidade bem montanhosa e eu não ter pernas para dar conta do recado.

O C. comprou esse carro na época em que trabalhava, porque eu morava em Clermont e ele trabalhava em outra cidade e pagar trem saia mais caro do que ter um carro (como ele não tinha domicilio na minha casa, a empresa não reembolsava metade do trajeto). Quando ele voltou a estudar pensamos em vender, mas ele tinha comprado um carro novo e a gente realmente tem programas esportivos em que ter um carro facilita muito a vida.

4. Seguros: Apartamento – 10€ por mês (120€ por ano) para um apartamento de 2 quartos com garagem. Carro – aqui é onde fica realmente caro pra gente ter um carro. Esse ano pagamos 46€ por mês (552 por ano) por um seguro para terceiros. Isso quer dizer que se tivermos um acidente e a culpa for nossa, o seguro so paga o conserto do outro carro envolvido. Eu não concordo com esse tipo de seguro por questões obvias, mas como o C. teve um acidente no primeiro ano de seguro, a seguradora aumentou o preço no segundo ano. Pois no segundo ano ele teve outro sinistro, que não foi culpa dele, mas como o seguro da outra pessoa demorou muito a pagar, tivemos que acionar o nosso para eles serem reembolsados depois e perdemos novamente o bônus quando você não tem acidentes. Acabou que ficou carissimo segurar o carro contra tudo e todos e o C., que ainda é estudante e (quase) não tem renda, optou por esse meio-seguro, que também é bem caro.

Update: Me enganei com os valores. O seguro é de 468€ por ano, o que da 39€ por mês.

5. Telefone fixo+internet+pacote basico de TV: 20€ por mês. E sempre bom ficar de olho nos preços das operadoras porque a gente pagava 32€ por esse mesmo pacote e quando o preço baixou pra 20€, a nossa operadora maravilhosa não nos avisou. Eu que vou no site frequentemente, vi e liguei pedindo para eles mudarem nosso pacote. Não mudou em nada, so o preço mesmo. Também da acesso ilimitado à internet e eu posso ligar gratuitamente para o Brasil e telefones celulares (aqui teve uma negociação com a empresa porque o serviço deles estava péssimo e nos ameaçamos cancelar o contrato se eles não nos propusessem algo de melhor. Eles nos propuseram o pacote superior pelo preço do que pagavamos antes por um ano).

6. Telefone celular: 18€ o meu e 20€ por mês o do C. 3Gb de internet e ligações para fixo e celulares, mms e sms ilimitados. Esse plano custa o mesmo valor que o meu antigo, que me dava 1 Gb de internet e 2h de ligação e tinha carência de 24 meses. Me era suficiente, mas apos o final da minha carência eu queria aderir a uma fatura sem plano e, como preciso de internet por conta do trabalho, essa foi a que surgiu mais em conta.

7. Saude: Não tenho nada a acrescentar ao que disse a Milena sobre o sistema de saude francês e estou 100% de acordo quanto à importância de ter um plano complementar à seguridade social gratuita (geralmente inclusa nos impostos do empregador). O nosso custa 45€ por mês para nos dois e é o plano mais basico, que não da muitas vantagens em relação a oftalmologistas, dentistas, medicina alternativa e etc.

Update: Na verdade é 51€. Os três primeiros meses foram gratuitos.

Escolhemos esse tendo como base a nossa necessidade desses serviços. Eu uso oculos, mas so troco de 2 em 2 anos e em 2 anos compensa mais economizar para pagar o preço avulso do que pagar mais caro mensalmente para ter a metade do preço reembolsado (quando chega à metade). So vamos uma vez ao no no dentista basicamente para limpeza e quase nunca usamos medicina alternativa, como osteopatia, etc. Em todos esses casos, levando em conta a diferença mensal entre os preços, sai melhor economizar e pagar do proprio bolso quando precisarmos. Se esse ano precisarmos mais de dentista ou de osteopata que nos anos anteriores, talvez compense mudar de plano ano que vem.

8. Taxas bancarias: Nos somos estranhos e temos 3 contas. As nossas pessoais e uma conjunta onde colocamos todo mês uma quantia calculada sobre os custos comuns e economias para gastos em comum também, como saidas, restaurantes, férias e etc. Tudo o que sai dessa categoria, como despesas com esporte, fatura do celular, presentes (de um para o outro, porque os presentes para os amigos em comum saem da conta conjunta) e os meus tickets de transporte em comum, por exemplo, sai das nossas contas pessoais. Eu pago 7,10€ por mês pelo meu cartão, que é num banco diferente das outras duas contas. Como abrimos a nossa conta conjunta do banco do C., ele não tem anuidade no cartão pessoal e nos pagamos 1,75€ por mês, o que da 21€ por ano.

Update: Ele tem sim anuidade no cartão pessoal e custa 6,15€ por mês.

9. Alimentação: Nos estipulamos o nosso orçamento mensal com alimentação entre 200€ e 300€. As vezes da mais, as vezes da menos. Eu gosto muito de comer comida feita em casa e nossas idas ao restaurante se resumem a restaurantes de sushi, agora que estamos com o orçamento apertado por conta da nossa situação profissional. Antes, quando trabalhavamos os dois, e eu um expediente inteiro, nos gostavamos bastante de ir ao cinema e a um restaurante depois. Era praticamente o nosso programa de fim de semana. Nos ultimos três anos guardamos esse habito para ocasiões especiais.

10. Imposto de renda: Somos isentos do imposto sobre o salario porque a nossa renda não extrapola o teto da renda minima para isenção.

11. Outros impostos: No entanto, pagamos a taxa de habitação e de audio-visual (imposto direcionado aos canais publicos da TV francesa e todo cidadão com um aparelho de recepção de sinal de TV em casa deve pagar), que custa 136€ para todos é cobrada junto com a taxa de habitação. Esse ano nossa taxa de habitação foi de 511€ e nos vamos ter que pagar de uma so vez porque não pedimos a mensualização. Mas ja esta previsto para o proximo ano. A taxa de habitação depende do seu apartamento e da renda de quem mora nele, então é um valor meio que pessoal. Não pagamos taxa foncière (acho que é equivalente ao IPTU no Brasil) porque é o proprietario do apartamento que paga.

12. Lazer: Como eu disse mais em cima, essa é uma parte delicada do orçamento. Nosso lazer se resume basicamente ao sushi do mês e às saidas com os amigos. Procuramos priorizar programas gratuitos (mini shows, visitas a museus, parques, etc) ou passeios em que podemos levar a nossa farofa de casa. E tem varios, é so procurar. Eu ja disse que a região é muito bonita, né? Então o que não falta é montanha ou lago para ir fazer uma trilha e terminar com um pique-nique. No outono fica mais complicado, mas ainda assim da para ir às florestas procurar champignons e castanhas (chataîgnes e marrons) para fazer omelete no almoço. O que eu quero dizer aqui é que infelizmente nos não viajamos muito nos três ultimos anos, a não ser para o Brasil, o que ja é uma vitoria tendo em vista o orçamento que tem que ser feito para ir la visitar a familia e uma semana que passamos em Marrakech, o que não conta muito porque as passagens foram presente de casamento da parte do irmão do C., que morava la. E nesse verão pegamos o carro e fomos visitar amigos que moram em cidades que ainda não conheciamos pela região e um casal de amigos queridos que moram em Lille, no extremo norte da França (com direito a um bate e volta em Bruxelas). Eu não quantifiquei os gastos das férias, apesar de ter tudo detalhado no aplicativo do banco. Preciso fazer. Se pa, rola um update aqui desses gastos.

Então é isso. A minha lista ficou um pouco diferente da da Milena porque eu coloquei os gastos com o carro no item transportes e, como ela descreveu bem o item crianças, não julguei util colocar aqui também. Esses gastos são realmente os gastos cotianos de pessoas que ja se instalaram e tem uma vida profissional ativa. Se você esta vindo para estudar, tem varios beneficios que tornam a vida mais facil. Quando eu estudava, morava numa quitinete e pagava 350€ de aluguel, 175 dos quais me eram reembolsados pelo governo. Se você for esperto e puder pedir alojamento universitario, vai pagar menos ainda. Eu nunca pedi porque era exclusividade para estudantes bolsistas e eu achava que tinha gente precisando mais do que eu. Não me arrependo. Adorava o meu apartamento e a localização dele.

Eu também não tinha gasto com transporte e o bar onde eu era garçonete pagava boa parte do meu plano de saude, que era excelente, de modos que so restavam 16€ a pagar do meu bolso. E isso porque eu queria esse plano de saude excelente, senão poderia optar por um basico para estudantes que custava 100€ por ano. Ah, quando você é estudante estrangeiro, tem que contar mais ou menos 200€ de seguridade social (obrigatorio) que são pagos junto com a inscrição à universidade.

Voilà. Espero ter ajudado quem chega aqui em busca de informações sobre morar/estudar na França.

Da eclética pedância

Vou publicar aqui um post que escrevi ha bastante tempo, mais precisamente em 20 de abril de 2010, o que me fez realizar que não faz tanto tempo assim. Rs. Ele me veio à memoria apos uma conversa dia desses com uma amiga sobre o termo eclético, termo proibido pela sociedade, porém recorrente quando a gente vai ficando velha porque, né? Uma definição so é pouco para o aprendizado de uma vida. 😀

Vamos apenas abstrair a minha pedância musical, que ja não existe mais porque a era Spotify não te permite viver num so nicho musical (o que eu nunca fiz muito bem, mas também não vou dizer que ouvia axé sentada na cadeira do meu computador para escrever um post de blog. Estou fazendo agora *Veveta linda!*. Eclética)

Direto do tunel do tempooo

Em azulim meus comentarios contemporâneos e frases de auto avaliação.

Vamos aos meus souvenirs de adolescência mais uma vez. A internet chegou na minha casa quando eu tinha uns 10 pra 11 anos e o mecanismo de busca mais utilizado era o Cadê. Nesse tempo, a gente ainda usava o bate papo da UOL pra conhecer novas pessoas. E foi lá onde eu conheci alguns dos meus melhores amigos até hoje (alguns não mais 😦 ).

Após o bate-papo da UOL, debandamos todos para o mIRC e foi onde me aconteceram as situações mais bizarras da vida internética. Nessa época ainda não era pecado se autointitular uma pessoa eclética. E eu sempre fiz isso porque apesar de a minha banda preferida ser Radiohead também não mais (sim, comecei a ouvir o OK Computer com 12 anos – pedante), eu não abria mão de música brasileira boa e ruim, uma micareta, show de axé, forró, o escambau que fosse eu estava no meio. Meu negócio era a movimentação – e ainda hoje é nem tanto. Acabava reservando Radiohead, Björk, Interpol e derivados para os momentos mais introspectivos da vida, como quando eu levava um fora de um paquera platônico namorei a mesma pessoa dos 13 aos 21 anos. Tô querendo saber que tanto fora platônico era esse que eu levava. D: – sim, eu via os foras mesmo quando o amor era platônico e sublime e a pessoa não fazia ideia de que por ela batia forte um coração – ou quando algo em casa não ia bem e eu via consolo nas palavras do nosso pai Thom Yorke, ou ainda nas madrugadas a fio que passei conversando com Ennio, Giovanni, Iago, Clarissa e toda a galère da época.

Acontece que quando me perguntavam o que eu curtia não queria parecer muito pedante falando em bandas que poucas pessoas conhecem mentira, eu tinha preguiça. Mas quando encontrava alguém tão pedante quanto eu, falava sim – isso afastou de mim algumas pessoas que realmente não valiam a pena – nem muito popular citando só, sei lá qual o forró da época… Mastruz com Leite? Não, esse era mais antigo, né? Pronto, citando Chiclete com Banada e Ricardo Chaves . Queria um meio-termo e a palavra que me ocorria era a tal “eclética”. Confesso que no auge dos 13 anos de idade tive que abdicar de tal descrição por conta de um episódio que ainda não consegui classificar se foi um ato de extrema ironia com a minha pessoa ou se foi de extrema ignorância por parte do meu interlocutor.

Abre o pvt (no mIRC era pvt e eu ainda hoje uso essa designação, mesmo quando a conversa é no Gtalk ou MSN) e o gato puxa assunto comigo. Aquele lead básico dos chats, né? Nome? Idade? Tc de onde? Faz que série? Em que escola? Coisas do naipe. Daí que ele me perguntou que tipo de música eu gostava e tchuns, taquei lá o meu eclética e citei algumas coisas que curtia. As coisas mais conhecidas, tipo Pearl Jam (que ainda curto) e tudo pra não assustar pedanteeee. Daí que, para a minha total surpresa, não veio o desprezo. No seu lugar veio a pergunta mais desconcertante que alguém já me fez na vida ja não mais. Dia desses me perguntaram se eu tenho o que fazer no meu trabalho ou se passo o dia todo la so de boas. Achei mais desconcertante.

“O que o eclético toca?”

Gente, isso tocou meu coração e eu vi que, naquele dia, eu teria que aposentar este adjetivo – embora não o tenha feito.

Como se responde a isso? Fiquei embasbacada. Daí que expliquei o que significava e tudo e ele acabou confessando que também curtia Pearl Jam, mas não sabia muito bem os nomes das músicas – acho que ele também era eclético, só que de uma forma ruim pedante x2346546 – e perguntou se eu sabia o nome da música que ele ia cantar pra mim. Sentados? Eis a música que ele digitou:

Ouê ouê cannay baby kiss??…

Nessa hora desconfiei que ele não tava frescando oi, piauiês? com a minha cara com “o que o eclético toca?” porque, né? Também tem que ele morava num bairro de Teresina que eu nem conhecia e, oi? O meu também não era muito conhecido, mas eu morava na periferia e não conhecia o bairro dele aff. Devia ser algo inexistente, então pfv, morra. Alguém sabe que música é essa? Tá fácil.

Conclusão apos reler esse texto: maturidade, melhor coisa da vida. Amigos que me amam apesar da pessoa que eu era: desculpa. Também amo vcs.

De boas? Detesto outono

Hoje vou OZAR destoar do resto da sociedade brasileira morando na França e admitir que outono é a estação menos por mim amada. Mas vamos adotar uma postura positiva neste post (vamoooos). Em vez de começar falando do outono, vamos começar escrevendo o que eu curto nas outras estações.

INVERNO

151021_inverno

Encontrei esta imagem no blog megaarquivo.files.wordpress.com, num post que fala sobre inverno austral (hemisfério sul) e boreal (hemisfério norte). Aqui trabalhamos com boreal, então

Eu venho de Teresina. Se você estudou um pouco geografia sabe onde fica essa cidade. Se não estudou ou se so guardou informações mais relevantes que essa no seu cérebro, vai la olhar no Google e depois volta aqui. Teresina é a capital do Piaui, uma cidade planejada e a unica capital do Nordeste que não é no litoral (por conta disso nosso litoral é Jesus!). Foi construida numa area antesmente chamada de chapada do corisco, por conta da alta incidência de raios quando da ocorrência de tempestades. Ai, em meio a todas essas informações, a pessoa responsavel pelo deslocamento da capital do Piaui de Oeiras para esta região coriscada achou de bom tom fazer isso mesmo. Note, eu amo a minha cidade, mas acho que ninguém em sã consciência vai negar que ela é quente. Quente. QUENTE! Teresina tem temperaturas entre 25 (tô sendo generosa, hein?) e 40 (generosidade, aqui vou eu), o.ano.inteiro. Inverno austral nunca deu as caras por la, mesmo porque estamos way too close da linha do equador e way too far dos tropicos, por onde rola um clima mais temperado.

Tudo isso para dizer que quando eu sai do Brasil era janeiro, estava fazendo uns 38 graus, e cheguei aqui no inverno, com aproximadamente -10 graus. E, amigos, foi amor eterno, amor verdadeiro. Eu nunca, nunquinha, veja bem, nunca, tinha vivido temperaturas abaixo de 15 graus. E, quando cheguei em Paris, com -4 e fumacinha saindo da boca, eu nem.estava.com.frio. Sou doente? Eu estava feliz, euforica e dizia nossa, mas isso que é o frio que esta paralisando cidades como eu vi na TV antes de sair de casa? Vem nimim frio de vdd, tô aqui pra te aguentar. Cadê neve? Eu quero deitar na neveeeee (ainda não sabia que em Paris quase não neva).

E é assim até hoje, quase seis anos depois.

Entre o dia em que cheguei e hoje eu aprendi a esquiar e a gostar de esquiar. Aprendi a amar ir para chalés nas montanhas depois de um dia de ski e tomar cha ou uma sopa na frente da lareira (ou vinho queeenteeee com canela <3). Aprendi a amar Natal. Raramente neva por aqui dia 24 ou 25, mas sempre faz um frio gostoso que te obriga a vestir umas roupas mais quentes, a ficar mais proximo das pessoas. Gente, o silêncio e a paz que reinam quando neva muito (por conta da acustica da neve) é de Deus. E uma coisa linda. Tudo bem que é bem menos lindo quando a neve vira gelo batido e você sai pelas ruas dançando e tentando se equilibrar, ou quando a neve derrete e que fica cheio de lama? Rysos.

Globalmente inverno é a minha estação preferida, mas confesso que não gostaria de viver apenas no inverno, como as pessoas que moram proximo aos polos. No inverno tem poucas horas de sol, isso quando tem sol, e às 16h ja esta começando a escurecer. No começo isso me perturbou, mas hoje eu acho engraçado notar que os dias estão ficando mais longos à medida em que chega a…

PRIMAVERA

Não tenho muito o que falar da primavera. E aquela estação em que as flores começam a dar o ar da graça, mas eu não sou muito apreciadora de flora e so noto que é primavera quando começo a sentir muito calor com os casacos de inverno. Além disso na primavera chove. Você sai de casa com um sol magnifico, não leva guarda-chuva porque teresinense não tem costume de olhar meteorologia, e volta ensopado. Na primavera também tem polen e tem muita alergia a polen e espirros, coriza, nariz vermelho, cara inchada. A coisa boa da primavera é que o sol da as caras com mais frequencia e eu encontro prazer em ir para parques ficar toda vestida de casacos mil (de primavera) botando a cara no sol, mana. Quando chega a 15 graus com sol ja tô de camiseta curstindo um calorzinho.

Olha aih um bosque cheio de polem. Tirada daqui: http://narcisodosbosques.blogspot.fr

Olha ai um bosque cheio de polen
Tirada daqui: http://narcisodosbosques.blogspot.fr

A primavera é uma wannabe ambientação para o que vem depois, o…

VERAO

download_20150712_113715

Blé! As unicas coisas boas do verão são: piscina e bons drink. E olhe la. Esse ano aproveitei bastante de piscinas diversas porque fez realmente muito calor. Calor estilo Teresina. O problema do calor daqui é que ele não dura o bastante para esquentar as aguas de piscinas que não são aquecidas. Então fica assim: num dia faz 35 graus e a agua esta a 24 graus (impossivel de entrar, para mim). No dia seguinte faz 40 e a piscina esta a 26, 27 (ainda demasiado frio para a minha pessoa). Se no terceiro dia também fizer 40, a piscina estara a 28, 29 graus, o que ja é muito quente para os franceses e que eles chamam de caldo. Ja eu adoro caldinho. Foi mais ou menos o que aconteceu esse ano. Nos outros anos faz 40 um ou dois dias na semana e aih você ta la morrendo de calor mas com preguiça de entrar na agua porque vai querer sair em 10 minutos. Enfim, vocês entenderam. Eu acho que ter piscina aqui realmente não compensa. Você tem que deixar cheia pela metade a maior parte do ano e so vai aproveitar de verdade um mês e, se o verão for porreta de verdade, no maximo dois.

Cadê meus bons drink?

Cadê meus bons drink?

E depois de toda essa piscina, calor, ponderações e férias, porque verão aqui é sinônimo de férias, vem o tão temido…

OUTONO

Bléééééééé!!!

Chuva, tempo nublado, chuva, tempo nublado. Não tem piscina, não tem ski, não tem sol com temperaturas amenas no parquinho.

Tem sair de casa às 7h a 4 graus e volta meio dia a 17 graus, derretendo porque com 4 graus eu ja coloco casaco de inverno e eles realmente não são adaptados para 17 graus. Chove a maior parte do tempo. O lado bom é que é previsivel e não tem mais desculpa para esquecer o guarda-chuva. Tempo nublado, chuva, tempo nublado. Folhas.no.chão. Créem vocês que eu ja cai mais escorregando em folha aqui do que em chão congelado?

Sem falar que, vocês sabem como o povo aqui limpa as folhas mortas nas ruas? Assim:

151020_ramassage-des-feuilles-mortes_1831055

Achei esse método extraordinario e dignissimo. Você varre com um negocio que faz vento e sopra as folhas para onde você quer. E uma aspirador ao contrario. De vez em quando o senhor ou a senhora que esta varrendo não vê você e varre tudo pro seu lado. Ja me aconteceu. O senhorzinho se desculpou, eu dei bom dia e vida que segue. Melhor isso do que deixar todas as folhas la e quando chover virar um caldo de folhas onde eu vou escorregar e sair não com folhas secas na roupa, mas folhas molhadas e colantes. Ja aconteceu também.

A César o que é de César. E verdade que as cores do outono são bonitas. Arvores e ruas ficam amarelinhas e é a estação dos champignons (<3 champis). Então, o outono é necessario, mas anda longe de ser o meu preferido.

Na verdade, a grande vantagem daqui para mim é ter as estações, coisa que eu não conhecia quando morava no Brasil. Por mais que eu não curta outono, eu sei que são so três meses. Faz calor no verão? Sim, mas em três meses as temperaturas vão baixar. O inverno ta muito frio e você ja ta de saco cheio de andar por aih parecendo uma cebola, sentindo frio na rua e calor nas lojas? Três meses. Tudo dura três meses e é so. Depois começa tudo de novo. 🙂

Musicas francesas que me enchem de amor

5) 

Lembro (quase) perfeitamente da primeira vez que prestei atenção na letra dessa musica. Eu estava numa loja de departamento, olhando araras de forma vaga porque não tinha interesse em nada quando decidi tentar entender a letra que essa moça estava cantando. Era perto do meu casamento ou logo depois e eu me disse que os versos seriam otimos versos para escrever uma carta para o dignissimo. Isso nunca aconteceu, mas um dia quando conversamos sobre as musicas que lembram amor e que nos poderiamos colocar caso nos casemos uma segunda vez (/brega) ela me veio em mente novamente. E uma musiquinha leve, mas que te preguiça e morgação (matin d’amoureux, o que para mim é a mesma coisa), então ela me representa.

4) 

Os irmãos de la Vega participaram de um The Voice, mas não me perguntem qual, e ficaram em segundo ou terceiro lugar. Estão fazendo sucesso com essa musiquinha também mais bonitinha do que profunda. Me lembra os dias quentes e ensolarados desse verão e de todo o tempo livre que eu tinha pra ficar na piscina tomando uns bons drink. Não pode evocar outra coisa no meu core senão amor muito. Inclusive sdds piscina e bons drink.

3) 

Essa é a musica transição das coisas leves às coisas profundas. Vanessa Paradis sempre com essa vozinha de adulto que insiste em ser criança. Voz doce para uns, macia para outros. Fato é que conheci essa musica no blog da Camis e ela me marcou pois diz verdades. “As vezes vemos as coisas como elas são e nos perguntamos o por quê. As vezes as olhamos como elas poderiam ser e nos dizemos ‘por que não?'” Sem falar que no começo ela diz que essa musica foi o melhor presente que um homem deu pra ela no ano de 2009. Ou sejE, na minha cabeça ja rola todo um cenario conflito com o Depp, não sei explicar porque, porém. hahaha

2) 

Ai, essa musica. E uma ciranda, uma das mais lindas que ja ouvi em francês, ainda não sei se porque a letra é ou bonita ou se é porque a cantora me hipnotiza. Também pode ser porque ela fala dos encontros e desencontros da vida e so quem tem razão é quem se deixa levar. O grande lance dessa musica é que eu não faço a minima ideia de como vou continuar rodando no turbilhão da vida. So sei que vou e isso ja deveria ser suficiente.

1) 

“O que quer que você faça, o amor esta em tudo o que você olha. Nos minimos cantos do espaço, em todos os sonhos onde você aparece. Como se chovesse amor.” Como.se.chovesse.amor. Amor amor amor. Cabrel é pra mim o artista francês que mais se aproxima de Chico Buarque na estrutura das letras. Sei que Chico é sujeito de controvérsias e longe de mim dizer que ele é o maior compositor do Brasil (mesmo que para mim seja um dos maiores), mas ele fez muitas letras bonitas. Ele cantou o amor, além de politica, além de outras varias coisas. Cabrel é também o autor de ‘Je l’aime à mourir’, que a Shakira regravou um tempo desses. Então, tudo isso pra dizer que essa é atualmente uma das musicas que mais me enchem de amor, mesmo eu não tendo muita certeza se esse amor desmedido existe mesmo.

Ice Paradise

"the cold never bothered me anyway"

Soowmakeup

Blog Beauté

Backpacker Moneysaver

Young, wild and cheap

essa tal de Alemanha

Crônicas do dia a dia

absoluto e relativo

Just another WordPress.com weblog

Weather to Fly

...and why wouldn't you try? Perfect weather to fly.

Brunalemanha

Bruna-na-alemanha. Ahn-ahn, sacou?